A CASA CANÔNICA

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A Casa Canônica, na sua situação atual.

A Casa Canônica, localizada ao lado da Catedral, foi construída por volta de 1917. Também chamado de Bispado ou Palácio Episcopal, desde 1936 serve de residência para os titulares da diocese.

A primeira Casa Canônica de Caxias do Sul foi construída em 1888, uma construção simples em madeira. Com o crescimento da cidade e da congregação, a casa de madeira foi demolida em 1917, e substituída por um prédio de alvenaria, para acomodar melhor o clero e os setores administrativos, concluído em 1918.

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A primeira Casa Canônica em madeira, demolida em 1917.

CONSTRUCAO

A construção da Casa Canônica, em meados de 1917-1918. Foto: Acervo pessoal de Maria Helena Balen / jornal Pioneiro

Em 2012, após a posse do bispo Dom Alessandro Ruffinoni, o prédio passou por reformas, como a substituição das instalações elétricas, e a mudança de portões e aberturas originais das janelas.

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A edificação na tonalidade rosada, anterior à reforma, que alterou a cor da fachada e as esquadrias e ornamentos.

O prédio

Edificação em estilo eclético, um dos mais imponentes exemplares da arquitetura do início do século XIX remanescentes na cidade.  A simetria do prédio é reforçada pela escadaria dupla com balaústres, que conduz ao pórtico de acesso principal no segundo pavimento, marcado pelo balcão e colunas com arco redondo. O embasamento é alto e possui revestimento que imita pedras emparelhadas.

No terceiro pavimento, destaca-se a sacada, também decorada de balaustrada, para a qual se abrem duas portas. A fachada tripartida é dividida por pilastras largas ornamentadas por capitéis ecléticos, cornija e pequenas mísulas.

O coroamento do prédio se dá pela platibanda, com frontões laterais em arco e um grande frontão central em formato de lira, com a imagem de um grande Arcanjo.

O interior do prédio é dividido por paredes de ripas preenchidas com barro, e revestidas de cal e areia, e os assoalhos são de madeira. Quando da posse do primeiro Bispo de Caxias do Sul, Dom José Barea, em 1936, este foi morar na Canônica em caráter provisório, junto com os sacerdotes, mas por fim o edifício tornou-se residência permanente do titular da Diocese.

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O impecável jardim e o pátio interno do Bispado, visto de cima, desde o Edifício Dona Ercília.

Fontes:

Coluna Memória do Jornal Pioneiro, escrita por Rodrigo Lopes, em 15 de maio de 2014.

Brandalise, Ernesto A. Paróquia Santa Teresa – Cem Anos de Fé e Histporia (1884 – 1984). Caxias do Sul: Editora da UCS (EDUCS), 1985.

INSTITUTO HERCULES GALLÓ

O complexo do Instituto Hercules Galló é constituído por duas antigas residências de madeira que pertenceram a Hercules Galló e um anexo novo.

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A fachada da Casa 1 do complexo, vista pela BR-116, no dia de visitação do grupo da Pós-Graduação em Conservação Arquitetônica da UCS, incluindo esta autora.

A decisão de recuperar e restaurar as casas de madeira foi tomada por José Galló, neto de Hercules Galló, em 2009, sempre com a intenção de transformá-las em legado para as próximas gerações, transformando-as em um espaço ativador de atividades culturais e fomentador do turismo na região, e que não se perdessem com o tempo.

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Placa informativa do complexo. 

A primeira alternativa para viabilizar a recuperação foi com o pedido de tombamento a nível municipal, a fim de captar recursos para financiar a intervenção.

“Além da recuperação propriamente dita e da entrega das casas como novo espaço cultural para a população, gostaríamos que outras pessoas se espelhassem na iniciativa e buscassem informações sobre legislações municipais, estaduais ou federais referentes a tombamento. É uma maneira de viabilizar que todo e qualquer patrimônio histórico seja o mais amplamente possível recuperado, saindo da condição de esquecimento e abandono” – explica o arquiteto Renato Solio, bisneto de Hercules Galló, no livro Galópolis e os Italianos – Patrimônio Histórico preservado a serviço da cultura.

As residências foram escritas no Livro tombo do Município de Caxias do Sul em 2010.

O projeto de intervenção foi  desenvolvido pelo escritório de arquitetura Uaná Design, dirigido pelos arquitetos Renato Solio e Roque Frizzo. Após o cadastro e os primeiros levantamentos, foram realizados o diagnóstico de danos, onde se interpretou o estado de conservação dos imóveis para determinar as ações de intervenção.

Foram realizados quatro tipos de intervenções de preservações, conforme os conceitos técnicos:

  1. Reprodução/réplica: é a cópia exata de parte de elementos ou elementos completos.
  2. Reabilitação/adaptação ao novo uso: é a adaptação dos espaços como novos usos, diferentes dos concebidos originalmente. Esta ação pode ou não resultar no acréscimo de anexos para melhor abrigar as novas funções. Neste caso, devem ser reconhecidos como produtos da sua época, de modo a não conduzirem a um falso histórico.
  3. Conservação: ações destinadas a preservação e prolongamento da vida útil ou integridade física de um bem. Dentre os tipos de conservação, podemos citar a manutenção, a reparação e a consolidação.
  4. Reconstrução: é restabelecer a edificação em seu estado anterior, ou parte dela, que se encontra destruída ou com risco de destruição. Esta ação deve estar baseada em documentação e evidencias históricas que não deixem dúvidas.

As casas foram nomeadas em Casa 1 e Casa 2. A Casa 1 é a menor e mais antiga, construída em 1904 aproximadamente, mesmo ano em que Hercules Galló assumiu o comando da cooperativa. A Casa 2 é a maior, foi construída 4 anos depois que a Casa 1, quando o lanifício passou a funcionar em ritmo industrial e os negócios se intensificaram.

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Vista desde a janela da Casa 2, mostrando a Casa 1 e todo o trabalho paisagístico realizado.

Após a morte de Galló em 1921, a família retornou à Europa, e as casas foram ocupadas por funcionários do lanifício ou então alugadas, passando alguns períodos sem habitantes.

O processo de intervenção teve inicio em 2010,na Casa 2. Os trabalhos na Casa 1 se iniciaram em 2011.

Casa 1

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A fachada principal da Casa 1.

Construída em meados de 1904, possui porão, térreo e sótão, com características da arquitetura colonial italiana do período tardio, com influencia internacional dos chalés. Os principais materiais utilizados na construção foram madeira, pedra e metal.  As paredes internas e externas são em tábuas de madeira inteiras com mata-junta nas emendas. Os beirais possuem lambrequins, porém não possui nenhum outro tipo de ornamentação relevante.

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Sótão da Casa 1 totalmente restaurado.

Este imóvel apresentava um estado de conservação mito precário, com quase todos os elementos construtivos comprometidos, e foram necessárias grandes intervenções.

Para a adequação das instalações, a residência teve todas as suas paredes externas duplicadas, e inserido um isolamento térmico, assim como no telhado. Uma parede foi retirada, para viabilizar o novo uso, e uma janela de visitação foi aberta com vidro no piso do térreo para permitir a visualização do porão que não tem acesso além do alçapão.

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Térreo da Casa 1 onde foi deixada uma janela de visualização no piso, para conhecimento do porão, uma vez que possui difícil acesso e pouco altura.

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Janela de visualização mostrando o porão da Casa 1.

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Acesso principal da Casa 1 desde o complexo.

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Vista desde a janela da Casa 1, onde se pode visualizar a Casa 2.

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Escada que dá acesso ao sótão da Casa 1.

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Mural informativo sobre todo o processo de intervenção da Casa 1.

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Trabalho de comunicação visual desenvolvido no complexo para a visitação.

Casa 2

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Fachada da Casa 2 desde o nível da Casa 1.

Construída em meados de 1908, também possui características de arquitetura colonial italiana do período tardio com influencia internacional os chalés. Utiliza três principais materiais em sua construção: madeira, pedra e barro. Possui quatro pavimentos, com porão, térreo, 2º pavimento e sótão. Uma característica marcando é a varanda do pavimento superior sob a qual se formou o alpendre. Recebeu uma ampliação por volta de 1917, com a construção de mais um dormitório.

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Fachada principal da Casa 2 desde o complexo.

Esta residência foi concebida com um pouco mais de ornamentação que a anterior, com um guarda-corpo ornado na varanda, frisos, imponentes roda-forros e as portas internas trabalhadas. Outra característica comum é a utilização de pisos  forros de tabuado corrido liso, com encaixe macho e fêmea.

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Acabamentos originais restaurados da Casa 2, como a cimalha do teto.

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Acesso à varanda da Casa 2.

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Escada interna da Casa 2, completamente restaurada.

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Escada original restaurada.

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Sótão da Casa 2 com vista para o Lanifício.

O estado de conservação era melhor que a Casa 1, exceto pela fachada sul. O alpendre possui um piso em ladrilhos hidráulicos que foi reparado.  Já que a fachada sul teve que ser reconstruída, foi aproveitado para passar todas as instalações nestas paredes. Foi inserido isolamento térmico no telhado. O novo programa de necessidades exigiu a instalação de um elevador e sanitários, construídos como anexos, com acesso pela fachada sul, assim como novos acessos em rampa para a acessibilidade.

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Encontro entre a pré-existência e o anexo posterior.

O novo anexo construído aos fundos da Casa 1 para abrigar um espaço multiuso foi concebido em linhas retas e material contemporâneo, para deixar claro o que é novo e o que é antigo no conjunto.

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Vista do Lanifício São Pedro, desde a varanda da Casa 2.

Fonte das informações: livro Galópolis e os Italianos – Patrimônio Histórico preservado a serviço a cultura, escrito por Ricardo Bueno. Quatro Projetos, Porto Alegre, RS, Brasil. Novembro de 2012.

Fotos: todas as fotos foram registradas pela autora, em visita realizada no complexo em fevereiro de 2018, junto com o grupo de alunos do curso de Especialização em Conservação Arquitetônica: diagnóstico e intervenção, da UCS.

 

ANTIGO AUTO PALÁCIO

A edificação que abrigava a antiga concessionária da General Motors, localizado na esquina da Rua Sinimbú com a Rua Guia Lopes, na cidade de Caxias do Sul, denominada Auto Palácio foi projetada pelo italiano Silvio Toigo e tem como característica o estilo Art Déco.

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Fachada do Auto Palácio recém construído. Fonte: AHMJSA.

Nascido em 1889 na província de Beluno, Silvio Toigo se estabelece em Caxias do Sul em 1922, e desenvolve suas atividades como arquiteto-construtor até 1954. Foi reconhecido por dominar a técnica da construção com o uso do concreto armado, assumindo assim obras de grande relevância a nível municipal, como a Estátua da Liberdade, o prédio do Círculo Operário Caxiense, a Casa Magnabosco, o Cine Guarany, o Clube Juvenil, a antiga Metalúrgica Eberle, entre outros, transitando entre diferentes estilos e tipologias arquitetônicas. Verifica-se que nem todos estes projetos foram de sua autoria, muitos foram elaborados por arquitetos da capital do Estado, e sofreram alterações antes da efetiva construção. Dessa forma, conforme pesquisa sobre o tema, surgiu uma série de informações contraditórias, lacunas e problemas conceituais na sua obra, uma vez que no início da sua trajetória profissional não eram exigidos diplomas no RS para o exercício da profissão de arquiteto. Silvio Toigo inicia sua carreira como mero construtor, mas na medida em que sua produção autoral evolui, assume maior autoridade para propor alterações nos projetos que executa e, ao final, transcende a posição de profissional de nível supostamente inferior para tornar-se protagonista, trazendo para a cidade uma modernidade possível. Faleceu em 1964, e hoje possui uma premiação na cidade em seu nome, o Mérito Silvio Toigo de Construção Civil, pois foi sem dúvida responsável pela consolidação do Art Déco na cidade e contribuiu para a renovação da arquitetura local.

Segundo a autora Ana Elísia Costa, no final da década de 30 e ao longo da década de 40, o estilo Art Déco é adotado como tradutor da modernidade, um estilo capaz de exprimir novas idéias tanto em Caxias, como em boa parte do Brasil. Suas linhas geométricas são adotadas em edifícios educacionais, industriais, residenciais e também nos edifícios comerciais como o Auto Palácio, nas palavras da autora “talvez a manifestação mais espetacular do Art Déco em Caxias do Sul”.

Esse contexto de modernidade influenciou a produção de novos edifícios, com volumes geometrizados, associados a superfícies curvas, que começam a surgir no espaço urbano. O edifício do Auto Palácio é um dos edifícios mais emblemáticos da cidade neste estilo que predominou até meados da década de 50. O prédio se eternizou na memória coletiva por acompanhar um processo de urbanização e modernização da cidade, reforçando o reconhecimento de valor cognitivo e afetivo da edificação.

O uso de volumes puros definidos geometricamente e o uso de formas semicirculares nas esquinas e balcões, são características que se iniciaram em Porto Alegre no início da década de 30, e inseridas no contexto regional por Silvio Toigo. A simetria das fachadas é explorada ao máximo, marcada pelo acesso principal e pelo escalonamento da platibanda que arremata a cobertura. Essa simetria só é quebrada quando um acesso de esquina também valoriza a composição, como no caso do edifício estudado.

Um eixo parcial de simetria acontece na Rua Sinimbú marcando um dos acessos. A esquina é valorizada com uma marquise que protege o abastecimento de veículos, assim como o acesso do setor comercial. Percebe-se um início da exposição deste setor comercial com o uso de amplas janelas envidraçadas. A horizontalidade é amenizada pelos frisos verticais, conferindo à edificação certa monumentalidade.

Na ordenação das fachadas, a disposição de janelas verticalizadas, a maioria do tipo vitrô
basculante de ferro, estabelece um ritmo de cheios e vazios. No pavimento superior, projetado inicialmente como apartamentos, o ritmo das janelas se repetem. Esse mesmo ritmo ainda é buscado pela ornamentação em baixo e alto-relevos. Além do ritmo, a escala é outro meio estético de composição de fachadas – a marcação da base-corpo-coroamento é muito comum através do emprego de frisos e molduras geometrizadas. A unidade é alcançada através de composições monocromáticas.

Quanto à habitabilidade, observa-se ventilação e iluminação permanente nos ambientes. As paredes foram erguidas em alvenaria e estruturadas em concreto armado, dada à exigência do programa, e a planta livre foi buscada através da modulação da estrutura de concreto.

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O interior da edificação na época da construção. Fonte: IMHC – Instituto Memória Histórica e Cultural da Universidade de Caxias do Sul.

Essas características são comuns nos edifícios industriais construídos na década de 40, principalmente do ramo metal-mecânico. É o período de implantação da indústria pesada no país, com destaque para a criação da Cia. Siderúrgica Nacional, em 1941, e de volta Redonda em 1946, que quadruplicou a produção de aço no país e estimulou as indústrias mecânicas e metalúrgicas.

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O interior da edificação em sua fase comercial. Fonte: IMHC – Instituto Memória Histórica e Cultural da Universidade de Caxias do Sul.

No fim da década de 40, começa a surgir a visão do produto acabado, onde a arquitetura passa a ser promotora de um tipo de publicidade, e reconhece-se o valor pragmático, quando um edifício possui certa expressão arquitetônica que passa a ilustrar folhetos e propagandas da época.

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Fonte: Edição especial de O Momento, número 752, de 7 de setembro de 1947.

O edifício atualmente encontra-se bastante descaracterizado. A fachada sul é a que mais preserva as características originais, exceto pelo fechamento da esquina. Recebeu adaptação da porta da esquerda para um estacionamento, mas mantém as mesmas aberturas concebidas em projeto. A esquina foi fechada, e se desconhece a informação se as vitrines em curva que predominavam a esquina foram mantidas no interior da edificação, ou se foram removidas.  Essa informação somente poderia ser confirmada com um diagnóstico mais criterioso. A marquise em curva da esquina foi escondida por uma platibanda metálica.

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Fachada atual Rua Sinimbú. Foto: autora.

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Fachada atual da esquina. Foto: autora.

A fachada leste sofreu maiores intervenções. Em um projeto de reforma encontrado no Arquivo Histórico Municipal, foi observada que a edificação original com terraço foi substituída por um pavilhão industrial com treliças metálicas curvas. As aberturas e ornamentos também receberam modificações significativas, com a alteração nos vãos e o acréscimo de uma abertura central para acesso de veículos. A cor desta fachada encontra-se diferente do restante do prédio, como uma maneira de demarcação de espaços. O interior da edificação não foi investigado.

 

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Fachada atual Rua Guia Lopes. Foto: autora.

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Interior do pavilhão construído posteriormente. Foto: autora.

Como sugestão para futuras intervenções, a diretriz principal seria a conservação, ou seja, a conservação do monumento em seu estado atual, com algumas adequações funcionais e consolidação estrutural para perpetuação da vida útil. Seguindo este critério, alguns elementos introduzidos ao longo do tempo, e que não possuem qualidade formal, poderiam ser subtraídos, como por exemplo, o fechamento da esquina. Independente se as paredes originais curvas foram mantidas, esta intervenção retomaria o valor da esquina como espaço aberto, parte da via pública, elemento de circulação de pessoas e garantia de visibilidade.

Em contrapartida, outros elementos não poderão ser retomados, como no caso do terraço na fachada leste. Apesar de possuir um valor estético inferior ao projeto original, o pavilhão construído em dado momento faz parte da história deste local e de todas as transformações que sofreu. Reconstruir o monumento adotando um período ou estilo que a obra não possui mais é chamado de repristino, conforme conceito citado pela autora Patrícia Viceconti Nahas, e poderia ser confundido com um falso histórico, além da desconsideração pela historicidade.

Fontes de pesquisa:

Artigo escrito pela mestranda Michele Maria Venzo para o Encontro da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Porto Alegre, 25 a 29 de Julho de 2016: A produção do arquiteto construtor Sílvio Toigo: influências do projeto à execução. 
“No início de sua trajetória profissional não eram exigidos diplomas no Estado do RS para o exercício de qualquer profissão. A arquitetura era considerada um exercício de uma atividade e não de uma qualificação profissional. Um mesmo profissional poderia assumir o papel de arquiteto, engenheiro, topógrafo, construtor, projetista, desenhista, fiscal, dependendo do trabalho que estaria circunstancialmente realizando. A diferenciação entre ‘construtor’ e ‘arquiteto’ era confusa, em virtude da contraditória resolução do Sistema CREA-CONFEA, instituídas a partir da regulamentação profissional em dezembro de 1933.”

Dissertação de mestrado de Ana Elísia Costa para o programa de pesquisa e pós-graduação em arquitetura da UFRGS: A evolução do edifício industrial em Caxias do Sul: de 1880 a 1950. Caxias do Sul, 2001.

Patrícia Viceconti Nahas, autora do texto: Antigo e novo nas intervenções de caráter monumental: a experiência brasileira (1980-2010). Revista CPC, São Paulo, n. 20, p. 78-111, dez. 2015.