ANTIGO MOINHO PROGRESSO

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O prédio do antigo Moinho Progresso foi construído em 1926, mais um exemplar em nossa cidade da arquitetura industrial, com formas sóbrias, simétricas, tijolos aparentes e poucas aberturas. A base foi construída em pedra, e o restante com tijolos cerâmicos artesanais. Serviu ao armazenamento e moagem de milho e aveia do industrial Antonio Corsetti até a década de 1950. Sua localização e perfil remetem aos negócios gerados a partir da proximidade com a Estação Férrea.

Quando construído, o volume mais próximo à rua era uma casa de madeira, que levava em sua fachada o nome da família, característica da época. Após um incêndio acidental, ocorrido em 1954, a casa de madeira deu lugar a um volume de alvenaria mais baixo, que permanece até hoje no conjunto da edificação. Essa parte frontal possui um pavimento, no nível da rua. O prédio mais alto, que abrigava o antigo moinho, possui 3 pavimentos. O porão ocupa toda a base.

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Moinho Progresso em 1948, ainda com a casa de madeira. Foto Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami.

Tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal em 2003, o edifício foi todo restaurado, projeto da arquiteta Carla Todescato e iniciativa do proprietário Maximo Kraemer, médico veterinário e um dos herdeiros do local. O prédio de tijolos aparentes abriga atualmente escritórios, consultórios médicos e um mix de café, bazar e espaço para venda de roupas e exposições de arte.

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O prédio do antigo Moinho Progresso antes da restauração.

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O Moinho Progresso durante as obras de restauração em 2012. Foto: Daniela Xu, banco de dados Pioneiro.

A restauração durou um ano e meio, e recebeu intervenções para se adequar ao novo uso. Na parte posterior do conjunto, um espaço foi demolido por não apresentar condições de recuperação, e deu lugar ao novo anexo. Esta nova construção utilizou materiais contemporâneos para contar realmente a história do local, e refletir com uma pele de vidro a imponência do prédio histórico. O reboco da fachada frontal foi retirado, para recuperar a aparência original dos tijolos artesanais.

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O prédio histórico refletido na pele de vidro.

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Internamente, a parede central da torre do moinho permanece original. Os tijolos do velho anexo demolido foram reaproveitados na nova escada. Fonte: revista Live – março, abril e maio de 2013.

O processo de tombamento auxilia o proprietário do imóvel com a isenção do IPTU e oferta de índices construtivos. O proprietário vendeu índices recebidos pela Prefeitura, o que contribuiu parcialmente para o investimento da restauração do antigo Moinho Progresso.

Localização: Rua Coronel Flores, 603  Bairro São Pelegrino, Caxias do Sul / RS.

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