INSTITUTO SÃO CARLOS

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A construção do edifício se iniciou em 1962 para ser a sede da nova instituição jurídica, denominada Associação Educadora São Carlos, um local para formação de jovens que queriam ingressar na vida religiosa. Foram duas etapas da construção: na primeira etapa, se construiu a parte da frente do prédio, onde se localiza a entrada principal, e uma das alas, configurando dessa maneira o formato de “L”. Posteriormente, foi acrescentada mais uma ala, completando a volumetria que conhecemos atualmente, em forma de “U”. Pela história contada pelos administradores atuais, que se confirmam em imagens antigas, algumas irmãs ajudaram na construção do prédio. Naquela época, o local era considerado retirado, afastado da “cidade”, como as irmãs diziam. Hoje em dia, com a expansão urbana, se encontra praticamente em uma zona central.

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Foto da construção na década de 60.

Coordenado por irmãs do Instituto São Carlos, o edifício se divide atualmente em duas partes: parte residencial e parte comercial / corporativa.

As duas alas laterais ainda se mantém como residência, preservando a simbologia e ocupação original do prédio. Essas alas possuem acesso independente para as irmãs. O conjunto ainda dispõe de uma casa, sem conexão com o prédio principal, onde funciona uma residência geriátrica para as irmãs que necessitam um cuidado maior, ou as que possuem idade mais avançada. Não é aberta ao público.

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Na parte comercial e corporativa funciona a casa de eventos San Carlo, com administração independente, porém respeitando a residência e preservando o patrimônio das irmãs. A ideia de ocupar o edifício com um espaço de eventos foi uma demanda da própria instituição. Antigamente, as irmãs recebiam e abrigavam pessoas na residência como forma de ajuda, e faziam eventos religiosos, que elas mesmas produziam e organizavam.

Em 2007, iniciou-se o estudo de revitalização, visando um novo contexto e mantendo as características históricas da edificação.  O arquiteto responsável pela intervenção e reforma foi   Antonio Herédia, e a obra durou aproximadamente 5 anos.

A primeira intervenção aconteceu no telhado, que se encontrava em estado crítico. Ao iniciar o processo investigativo, foi descoberto um sótão 80% deteriorado, seja por cupim, mofo ou apodrecimento do madeiramento. Foi conservada parte da madeira para o museu, ainda em estudo no local, e para o detalhe das tesouras do sótão. Todo o restante foi substituído por estrutura metálica.

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A fachada foi recuperada, se manteve ainda o reboco original, mas toda a pintura foi refeita. A grande intervenção feita na fachada principal foi a retirada da escadaria original de acesso para a construção de uma cobertura maior e rampas. Todo o edifício teve adaptações para a acessibilidade.

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Acesso principal do edifício antes da intervenção.

Nas janelas, se manteve o padrão original com três vidros dispostos na horizontal. A madeira é a mesma, porém restaurada. Receberam guarnições novas e vidros duplos, já que todo o sistema de aquecimento e climatização foi executado novo. Manteve-se o ritmo simétrico das aberturas na fachada, característica do edifício. Foram retiradas as venezianas, que já não seriam necessárias para o novo uso, assim como as grades, acrescentadas em algum momento da trajetória da edificação.

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Nos fundos, em função da implantação do prédio em “U”, se forma um pátio interno. Este local recebeu uma torre anexa bem no centro do pátio, para a adaptação de um elevador, que atende a todos os pavimentos, deixando o local acessível.

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Os quartos originais da residência eram pequenos, no estilo pensão, com um banheiro por andar no final do corredor, nada funcional e acessível. Por terem essas características, as suítes foram modificadas. O local possui atualmente 33 suítes, exclusivas para os eventos, não funcionando como uma rede hoteleira. Muitas dessas suítes possuem móveis e carpetes reaproveitados do antigo Hotel Reynolds, adquiridos em leilão.

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A capela foi removida do local original por razões de funcionalidade. A original não possuía sacristia, e foi adaptada em outra parte, utilizando instalações existentes.

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Interior reformado. Algumas aberturas internas originais foram conservadas.

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Escadas originais internas restauradas.

 

O paisagismo teve poucas intervenções, recebeu alguns tratamentos para adequar ao novo uso, especialmente nos acessos. No restante se manteve o jardim existente, com muitas árvores nativas.

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O edifício não é tombado, mas faz parte do patrimônio histórico e da memória de Caxias do sul.

HISTÓRIA DA ASSOCIAÇÃO EDUCADORA SÃO CARLOS (AESC)

A missão das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, em Caxias do Sul, RS, teve seus primórdios com uma Comunidade de Irmãs estudantes, aberta em 1934, no intuito de habilitar as Irmãs para o exercício do Magistério.  O Colégio São Carlos é um Colégio particular, mantido pelas Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, iniciou suas atividades educacionais com o Jardim de Infância e Curso Primário, aos 15 de fevereiro de 1936.

Em 1º de maio de 1962, as Missionárias Scalabrinianas fundaram, na cidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, uma entidade civil com personalidade jurídica, de caráter beneficente e filantrópico: A Associação Educadora São Carlos (AESC). A entidade tem a finalidade de atender pessoas nas áreas de educação, saúde e assistência social e é a instituição mantenedora do Hospital Mãe de Deus e do Sistema de Saúde Mãe de Deus (SSMD).

Na área da Saúde, a Congregação atua com uma Rede Hospitalar em 5 municípios do Estado (Porto Alegre, Canoas, Taquara, Capão da Canoa e Torres), além de uma Rede de Saúde Mental, que conta com dois CAPS-ad (Centro de Atendimento Psicossocial – Álcool e Drogas), uma Emergência Psiquiátrica, uma Unidade de Internação feminina (Unidade São Rafael) com 30 leitos em Porto Alegre e 57 leitos para dependentes químicos no interior do estado, nos hospitais do SSMD. Também mantém programas e projetos de saúde familiar e comunitária.

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